Como gerenciar os riscos na homologação de fornecedores?
Como gerenciar os riscos na homologação de fornecedores?
Para gerenciar os riscos na homologação de fornecedores, a empresa avalia cada candidato com mais detalhamento. Homologação é o processo em que a empresa verifica se um fornecedor cumpre os requisitos para vender produtos ou serviços a ela. Essa checagem reduz a chance de atrasos, multas e perdas de reputação. Por isso, o tema ganhou espaço nas áreas de compras, jurídico e riscos. Neste texto, você conhece os três tipos de risco, entende a importância de cada um e vê dados recentes de pesquisa.
Quais são os principais riscos de não fazer a homologação?
Risco financeiro e fiscal
O risco financeiro e fiscal mede a chance de o fornecedor deixar de cumprir seus compromissos por falta de saúde econômica. Para avaliá-lo, a empresa analisa balanços, histórico de crédito, dívidas e certidões negativas. Ela também consulta processos judiciais e pendências com o fisco.
Por exemplo, um fornecedor com o caixa frágil pode interromper entregas ou encerrar as atividades no meio do contrato. Uma pendência fiscal, por sua vez, pode trazer problemas para quem contrata. Portanto, essa análise protege o orçamento e evita surpresas durante a operação. A revisão deve se repetir todo ano, porque a situação do fornecedor muda com o tempo.
Risco operacional e de qualidade
O risco operacional e de qualidade indica se o fornecedor entrega o que promete, no prazo e no padrão combinado. Para medir esse risco, a empresa visita as instalações, pede certificações como a ISO 9001 e avalia a capacidade de produção.
Além disso, a empresa também verifica quantos clientes e quantos subfornecedores sustentam o negócio do candidato. Além disso, testa amostras e confere os indicadores de entrega. Um plano de contingência completa a análise, pois mostra como o fornecedor reage a falhas. Assim, a empresa identifica problemas antes de assinar o contrato.
Risco de conformidade e cibernético
O risco de conformidade e cibernético envolve o cumprimento das leis e a proteção dos dados. Nessa etapa, a empresa confere se o fornecedor segue as normas trabalhistas, ambientais e anticorrupção. Ela também verifica a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as práticas de segurança da informação. Além disso, consulta listas restritivas e notícias na imprensa. Um fornecedor que sofre um ataque hacker pode expor dados dos clientes da empresa contratante. Nesse caso, a contratante responde perante o público e os órgãos reguladores. Por isso, o questionário de homologação inclui perguntas sobre senhas, cópias de segurança e resposta a incidentes.
Qual a importância de fazer a homologação?
Os dados de mercado mostram o tamanho do desafio. A pesquisa global de gestão de riscos de terceiros da KPMG revela que mais de 30% das empresas sofreram perda monetária ou dano à reputação nos últimos três anos por vulnerabilidades ligadas a fornecedores, parceiros e prestadores de serviços. No mesmo levantamento, 48% das empresas consideram os ataques cibernéticos o principal fator de risco, e o compliance regulatório aparece em seguida, com 45%.
É por isso que fazer todo o processo de homologação é de muita importância para o departamento de compras. Junto a isso, também é crucial modernizar a gestão de compras com um software próprio para isso. O Saphira e-procurement é um exemplo de sistema para gestão de compras, pois além de automatizar o processo, ainda faz a homologação de fornecedores em uma mesma ferramenta.
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